Estratégia de regeneração

O processo de regeneração da paisagem parte da escala de permanência de keyline como pensamento estratégico. Depois, operacionalmente, penso em 3 niveis hierarquizados na regeneração da paisagem através da gestão de água (por ordem crescente de intervenção no solo/natureza):


1- Flora e Fauna.
Se o solo estiver em razoáveis/boas condições, apenas a gestão intensiva da flora e/ou fauna deve ser ponderada como hipótese.

2- Pequenos trabalhos de intervenção no solo.
Se a paisagem estiver em processo de degradação e a água for um recurso dependente da estação (inundações rápidas no Outono/ Inverno e seca no Verão/Outono), pequenas intervenções no solo podem ser planeadas e executadas, ex: descompactação mecânica do solo, camas afundadas/elevadas localizadas, charcas e/ou valas e cômoros realizados a uma escala humana, etc.

3- Grandes trabalhos de movimentação de solo. Se a paisagem tiver graves problemas de erosão, de estrutura de solo e/ou inexistência/excesso de água, grandes intervenções na paisagem poderão reverter rapidamente esse processo mas com um elevado custo financeiro associado e com um potencial nivel de risco humano e ambiental elevado.

Assim, antes de qualquer intervenção, sobretudo nas situações indicadas no ponto 3, é fulcral observar a paisagem em situações climáticas extremas (ex: durante a ocorrência de elevada precipitação num período temporal curto, depois de um ano com precipitação reduzida e temperaturas muito elevadas, etc) e durante mais que um ciclo anual. São as situações excepcionais ( que podem transformar-se em acontecimentos normais ou recorrentes) que possibilitam a identificação de problemas e respectivas soluções. Também é aconselhável a visita a terrenos com um processo de regeneração já iniciado, com o intuito de verificar o que pode ou não resultar e, sobretudo, ouvir muitas pessoas com diferentes opiniões resultantes das mais diversas e ricas experiências.